criatura de prazeres e desejos que se esconde no bosque para não ver a sua imagem reflectida nos olhos dos outros
segunda-feira, outubro 31, 2011
a voar
um gostar quase amar
algo que me faz sorrir
e pensar em não deixar
fechar os olhos porque depois
podes não estar
terça-feira, outubro 11, 2011
sexta-feira, julho 22, 2011
sexta-feira, maio 27, 2011
voltar a casa

quando voltei, naturalmente, re-criei o meu cantinho...
sábado, abril 16, 2011
livro de romance
quinta-feira, março 31, 2011
não ter pressa de ser
escrever um livro
quarta-feira, março 30, 2011
breves momentos antes do momento
sexta-feira, março 25, 2011
ceu azul
terça-feira, março 15, 2011
dissertação do eu_a carta
Nos últimos tempos fazia-me variadas perguntas que me levavam à resposta "tenho um mau olhado" como se fosse a justificação de tudo o que corre mal ou então " o universo é infinitamente justo e generoso" como justificação das coisas que correm mal e depois até agradeces que tenha corrido por veio algo bom.
Vinha eu na minha pasteleira a questionar:
porque é que me sinto triste nos últimos tempos?
porque é que cortei o cabelo no dia em que decidi que volto para Portugal daqui a 2 semanas?
porque é que apaguei (por erro) o meu blog de fotos do Spaces LIves com fotos de 4 anos atrás?
porque é que o meu 5º disco externo deixou de funcionar e agora às vezes é reanimado?
porque é que tenho uma conta da advogada para pagar e não tenho dinheiro?
porque é que tenho de ir a tribunal ouvir uma testemunha que não percebo a razão de ter que ouvi-la?
porque é que após esta minha dissertação me senti bem mais feliz e aliviada de tudo?
e entre todos estes factos poderia pensar que tudo faz parte de um grande plano maior que nós próprios e maior que a nossa compreensão meramente humana e afinal percebi que não.
nada tem a ver com nada, tudo aleatório que a mente tem necessidade de procurar justificações e causas, então procurei a justificação e causa do porquê de procurar esta justificação e causa e não é que, numa breve subida num piso irregular com chuva e com o eddie vedder, percebi porquê e naquele momento pensei em vocês.
É o medo...
medo de esquecer e ser esquecida, pelas e das pessoas que atravessaram a minha vida, as fotos, os momentos, de não estar, de não ser capaz, de não ser forte, de não saber, de faltar, de fugir, de não encontrar, do orgulho, da tristeza...
uma lista longa :)
mas esta clareza deixou-me hoje escrever-vos e tranquilizar-me a cabeça para dormir.
chego a évora no dia 4 de Março final da tarde.
beijinhos e boa noite.
quinta-feira, janeiro 06, 2011
shibalba
viver a vida com o medo de morrer amanhã
e morrer com medo de não ter vivido
e afinal morte é vida e a vida traz a morte
quarta-feira, janeiro 05, 2011
palavras
não quero palavras de tristeza ou alegria, apenas aquelas que são o que são sem esconder nada
a simplicidade das palavras traz-me à mente a simplicidade das coisas
preciso de coisas simples
domingo, dezembro 26, 2010
voltar
quero a cozinha dos sabores e dos pratos coloridos
o sofá das almofadas esquisitas
e o chá de bruxa
quero voltar ao quente da lenha
dos abraços e das danças a dois ou a mais
sentar-me no chão frio, cruzar as pernas e ouvir falar os outros
saudades do odor dos que me abraçam
saudades das formas que me portam a dançar
invejo os músicos,
invejo-os por fugiram pelas notas
eu fujo com o olhar
viagens
talvez aconteça alguma coisa
talvez só deva esperar
ou talvez deva contrariar a espera
e apanhar o comboio
não sei se esperar é ser paciente
ou ter medo de avançar
não sei se apanhar o comboio é crescer
ou ter medo de esperar
agora estou aqui
sou um corpo ambulante a vaguear
por terras a conquistar
gulliver de aventuras imperfeitas
com uma morte prematura
um herói jamais amado
e um corpo amado por alguns
um amor desejado e um desejo de muitos
quinta-feira, novembro 25, 2010
Il mio cantuccio preferito
Quando penso a un cantuccio, penso a un posto dove mi sento protetta, al sicuro, comoda, in pace... é difficile nominare ne uno, in mente mi vengono le immagini della spiaggia com la sabbia e il mare, il colle com il bosco e il mio divano pieno di cuscini.
Magari nomineró il mio divano, magari perché é quello che mi manca di più e che è anche quel cantuccio più personale perchè l'ho costruito io.
É un divano molto semplice composto da due materassi a “L” e pieno di cuscini ognuno diverso del'altro: colore, forme e stoffe diverse.
Nel mio divano mi piace sedere com una tazza de té in mano a ascoltare musica o guardare tv, mi piace invitare gli amici a fare un pomeriggio di cinema e mi piace dormire dopo lavoro o quando nelle due camere da letto ci sono altri che dormono.
É il posto che mi vieni in mente quando penso a “casa”, quando desiderio esser a casa e mi piace condividerlo peró anche godermelo da sola.
É un divano che occupa un angolo e davanti ha due porte in ferro e vetro cha danno accesso a una terrazza enorme.quando si é seduti, si vede il cielo blu ( e anche gli edifici davanti peró non é brutto, mi piace esser im mezzo a un quartiere, como si fossi una famiglia allargata) e gli alberi della via davanti.
Mi piacciono i cuscini, la mia nonna mi ne trova sempre di nuovi. Penso che ne avró più di dieci, la maggior parte cono vecchi, di vecchie stoffe degli anni 60/70/80 peró mi piacciono molto. Magari per la sensazione di morbidezza e leggerezza ma anche resistenza (si fanno guerre di cuscini), sono adattabili a chiunque, a qualunque corpo, a qualunque posizione...mi sembra che anche il mio corpo sia abbastanza adattabile ai cuscini e ale volte trova delle posizioni strane peró stranamente comode. Il corpo e i cuscini cospirano sulla comoditá.la mente soltanto ecrca di non capirlo e lasciarsi andare nel mare di stoffe e pelle.
Il mio cantuccio preferito é il mio divano dove la mente e io mio corpo si trovano r cercano un vuoto pieno di tranquilitá.

