
criatura de prazeres e desejos que se esconde no bosque para não ver a sua imagem reflectida nos olhos dos outros
domingo, novembro 04, 2007
sábado, novembro 03, 2007
sexta-feira, novembro 02, 2007
de mim para fora e de fora para mim
é como observar um mundo pelo vidro e depois poder tocá-lo como se fosse a coisa mais preciosa do mundo
ao senti-lo entender o movimento da terra e o sentimento de pertencer a outro lado que não àquele
desejar que um fosse o outro apenas para o conteúdo do segundo poder desfrutar deste meu sentimento de satisfação do primeiro
mas são mundos paralelos
no entanto cruzam-se no horizonte
sem nunca se tocarem
a magia do sentimento de pertencer a algo maravilhoso e lindo
eu apenas o observo atentamente para não perder um pormenor
saber ver para saber ensinar...tentar percerber como funciona para aprender a sentir e a viver
bato com a cabeça no vidro
regressei ao segundo...
não observo, apenas sinto...e choro
vejo mas não quero ver nem sentir
recuso-me a pertencer a esta visão de sofrimento sem razão entendida
recuso-me a perder o brilho do meu olhar que já mal conheço,
apenas pelo sentir
recuso-me sentir
recuso-me ver
não ver e não sentir, no outro lado do vidro
ao senti-lo entender o movimento da terra e o sentimento de pertencer a outro lado que não àquele
desejar que um fosse o outro apenas para o conteúdo do segundo poder desfrutar deste meu sentimento de satisfação do primeiro
mas são mundos paralelos
no entanto cruzam-se no horizonte
sem nunca se tocarem
a magia do sentimento de pertencer a algo maravilhoso e lindo
eu apenas o observo atentamente para não perder um pormenor
saber ver para saber ensinar...tentar percerber como funciona para aprender a sentir e a viver
bato com a cabeça no vidro
regressei ao segundo...
não observo, apenas sinto...e choro
vejo mas não quero ver nem sentir
recuso-me a pertencer a esta visão de sofrimento sem razão entendida
recuso-me a perder o brilho do meu olhar que já mal conheço,
apenas pelo sentir
recuso-me sentir
recuso-me ver
não ver e não sentir, no outro lado do vidro
segunda-feira, setembro 24, 2007
segunda-feira, setembro 17, 2007
incógnita existência
construir e construir para existir
existir sem ser
ser para não existir
existência para justificar a mera presença
presença que nem justificada explica a existência do óbvio
construir a presença nos que tendem a existir para nós
mas nem para isso quer dizer que existamos para eles
ou existo
ou talvez apenas finjo que existo para puder sentir a presença deles na minha mera vida
"deles", "delas"...as pessoas, os indíviduos
os que deambulam entre estes paus secos que plantei para não crescerem raízes
cortam a existência por onde cresce
crescem sem ver para onde, apenas seguindo o sol de modo egoísta
com a força de querer ser mais forte que todas as outras que encontra
asfixiando a existência de qualquer outra que apenas queira existir
quando a sua própria existência é asfixiada por esta procura constante de querer ser e crescer
começando apenas pela mera existência do sol que,
supostamente dá a vida a todos estes seres que da existência dos outros só sabem existir por existir
existir sem ser
ser para não existir
existência para justificar a mera presença
presença que nem justificada explica a existência do óbvio
construir a presença nos que tendem a existir para nós
mas nem para isso quer dizer que existamos para eles
ou existo
ou talvez apenas finjo que existo para puder sentir a presença deles na minha mera vida
"deles", "delas"...as pessoas, os indíviduos
os que deambulam entre estes paus secos que plantei para não crescerem raízes
cortam a existência por onde cresce
crescem sem ver para onde, apenas seguindo o sol de modo egoísta
com a força de querer ser mais forte que todas as outras que encontra
asfixiando a existência de qualquer outra que apenas queira existir
quando a sua própria existência é asfixiada por esta procura constante de querer ser e crescer
começando apenas pela mera existência do sol que,
supostamente dá a vida a todos estes seres que da existência dos outros só sabem existir por existir
quinta-feira, setembro 13, 2007
Há palavras que nos beijam como se tivessem boca,
palavras de amor, de esperança, d eimenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas quando a noite perde o rosto;
palavras que se recusam aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas entre palavras sem cor,
esperadas inesperadas
como a poesia ou o amor
O nome de quem se ama
letra a letra revelado,
no mármore distraído
no papel abandonado
Palavras que nos transportam aonde a noite é mais forte,
ao silêncio dos amantes contra a morte
Alexandre O'Neill
a ti e para mim, Luís
palavras de amor, de esperança, d eimenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas quando a noite perde o rosto;
palavras que se recusam aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas entre palavras sem cor,
esperadas inesperadas
como a poesia ou o amor
O nome de quem se ama
letra a letra revelado,
no mármore distraído
no papel abandonado
Palavras que nos transportam aonde a noite é mais forte,
ao silêncio dos amantes contra a morte
Alexandre O'Neill
a ti e para mim, Luís
sexta-feira, agosto 31, 2007
quarta-feira, agosto 15, 2007
turbilhao de luzes
Palavras que não conseguem descrevera imensidão de questões a que me ponho quando numa lente observo-te
pensamentos que me cruzam, iluminando e apagando
pensamentos que me cruzam, iluminando e apagando
sexta-feira, junho 29, 2007
egoismo social
combater a solidão é um acto de profundo egoismo
não querer estar sozinho, andar nas ruas mais cheias, ir para centros comerciais
namorar, casar, ter filhos tudo para que haja alguém sempre o mais perto possível.
até os animais domésticos existem apenas para satisfazer este capricho, esta necessidade humana...
se o ser humano tem a grande capacidade de reflectir sobre a sua própria existência e a dos outros também, porque não consegue viver apenas por si próprio incluido numa sociedade, composta por outros indivíduos, sem ter de ter um foco em particular para realmente sentir a sua própria existência?
é facto que todos sentem que apenas são importantes aquando uma importância muito particular dada por alguém que supostamente nos é especial, simplesmente pelo facto de significar que não se está sozinha.
não querer estar sozinho, andar nas ruas mais cheias, ir para centros comerciais
namorar, casar, ter filhos tudo para que haja alguém sempre o mais perto possível.
até os animais domésticos existem apenas para satisfazer este capricho, esta necessidade humana...
se o ser humano tem a grande capacidade de reflectir sobre a sua própria existência e a dos outros também, porque não consegue viver apenas por si próprio incluido numa sociedade, composta por outros indivíduos, sem ter de ter um foco em particular para realmente sentir a sua própria existência?
é facto que todos sentem que apenas são importantes aquando uma importância muito particular dada por alguém que supostamente nos é especial, simplesmente pelo facto de significar que não se está sozinha.
cegueira surda
olhei para o teu encanto e com ele fiquei para não o perder
e lá me perdi no teu encanto
costumava usar as palavras como folha de papel de rascunho
onde muito se quer por e nada se diz, agora nem as palavras dizem
são surdas e cegas
são ocas e vazias
pelo teu encanto gosto de perder-me mas o vazio deixa-me cega e surda
perdida algures
e lá me perdi no teu encanto
costumava usar as palavras como folha de papel de rascunho
onde muito se quer por e nada se diz, agora nem as palavras dizem
são surdas e cegas
são ocas e vazias
pelo teu encanto gosto de perder-me mas o vazio deixa-me cega e surda
perdida algures
tributo a quem já não respira
queria escrever algo bonito dedicado a quem muitas vezes penso mas não lhe posso dizer.
como se escreve para alguém que já não tem olho ou ouvidos para que possa ler ou ouvir estas palavras?
aqui na planície muita é a saudade dos tempos de amigos
como se escreve para alguém que já não tem olho ou ouvidos para que possa ler ou ouvir estas palavras?
aqui na planície muita é a saudade dos tempos de amigos
sexta-feira, maio 04, 2007
estrela de seixo
numa noite estrelada à beira de um ribeira numa pequena povoação
é atirado um seixo e observado o seu movimento enquanto se afunda
acompanhada por ondas de colisão que se dispersam no espaço
o seixo que agora deixa de existir, aponta para o céu uma estrela que brilha mais que as outras
uma estrela que parece ter uma única razão para existir
guiar na escuridão a solidão daqueles que parecem perdidos pelas sombras mal definidas
à beira desse riacho apenas o som permanece sobre o olhar
o seixo já não é visto.
permanece, agora, na massa líquida gelada que corre sem ter fim para lado nenhum
é atirado um seixo e observado o seu movimento enquanto se afunda
acompanhada por ondas de colisão que se dispersam no espaço
o seixo que agora deixa de existir, aponta para o céu uma estrela que brilha mais que as outras
uma estrela que parece ter uma única razão para existir
guiar na escuridão a solidão daqueles que parecem perdidos pelas sombras mal definidas
à beira desse riacho apenas o som permanece sobre o olhar
o seixo já não é visto.
permanece, agora, na massa líquida gelada que corre sem ter fim para lado nenhum
segunda-feira, abril 16, 2007
lugares
lugares que nos sugam, que nos transformam e nos fazem pensar
lugares que nos fazem ser o que não queremos ser e obrigam ver o que não queremos ver
lugares que condicionam o ar que respiramos, o reflexo que vemos e o chão qu pisamos
lugares não criados por nós....
lugares que nos fazem ser o que não queremos ser e obrigam ver o que não queremos ver
lugares que condicionam o ar que respiramos, o reflexo que vemos e o chão qu pisamos
lugares não criados por nós....
quarta-feira, abril 04, 2007
carências e dependências [cer/ser)
um dia em que o sol brilha de forma diferente.
um dos 365 dias é mais especial. torna especial aquele ser introspectivo que somos nós.
neste dia a alegria rebenta a escala, a euforia do centro da atenção do mundo, a depressão, a preocupação do envelhecimento da existência num mundo tão individual e solitário, de carências e dependências, de questões existenciais como foco da insegurança de ser ninguém para alguém.
um dia de dúvidas da evolução do ser de cada um e de um.
a doença neste dia é a acentuação da causa dos outros dias todos, concentração de pensamentos que são divagados durante horas.
frases que são o eco da noite, de insónias bem acompanhadas mas sem perspectiva de futuro...
a doença, o futuro...
construir, existir, respirar...
[cer/ser)
um dos 365 dias é mais especial. torna especial aquele ser introspectivo que somos nós.
neste dia a alegria rebenta a escala, a euforia do centro da atenção do mundo, a depressão, a preocupação do envelhecimento da existência num mundo tão individual e solitário, de carências e dependências, de questões existenciais como foco da insegurança de ser ninguém para alguém.
um dia de dúvidas da evolução do ser de cada um e de um.
a doença neste dia é a acentuação da causa dos outros dias todos, concentração de pensamentos que são divagados durante horas.
frases que são o eco da noite, de insónias bem acompanhadas mas sem perspectiva de futuro...
a doença, o futuro...
construir, existir, respirar...
[cer/ser)
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