
criatura de prazeres e desejos que se esconde no bosque para não ver a sua imagem reflectida nos olhos dos outros
domingo, novembro 04, 2007
sábado, novembro 03, 2007
sexta-feira, novembro 02, 2007
de mim para fora e de fora para mim
é como observar um mundo pelo vidro e depois poder tocá-lo como se fosse a coisa mais preciosa do mundo
ao senti-lo entender o movimento da terra e o sentimento de pertencer a outro lado que não àquele
desejar que um fosse o outro apenas para o conteúdo do segundo poder desfrutar deste meu sentimento de satisfação do primeiro
mas são mundos paralelos
no entanto cruzam-se no horizonte
sem nunca se tocarem
a magia do sentimento de pertencer a algo maravilhoso e lindo
eu apenas o observo atentamente para não perder um pormenor
saber ver para saber ensinar...tentar percerber como funciona para aprender a sentir e a viver
bato com a cabeça no vidro
regressei ao segundo...
não observo, apenas sinto...e choro
vejo mas não quero ver nem sentir
recuso-me a pertencer a esta visão de sofrimento sem razão entendida
recuso-me a perder o brilho do meu olhar que já mal conheço,
apenas pelo sentir
recuso-me sentir
recuso-me ver
não ver e não sentir, no outro lado do vidro
ao senti-lo entender o movimento da terra e o sentimento de pertencer a outro lado que não àquele
desejar que um fosse o outro apenas para o conteúdo do segundo poder desfrutar deste meu sentimento de satisfação do primeiro
mas são mundos paralelos
no entanto cruzam-se no horizonte
sem nunca se tocarem
a magia do sentimento de pertencer a algo maravilhoso e lindo
eu apenas o observo atentamente para não perder um pormenor
saber ver para saber ensinar...tentar percerber como funciona para aprender a sentir e a viver
bato com a cabeça no vidro
regressei ao segundo...
não observo, apenas sinto...e choro
vejo mas não quero ver nem sentir
recuso-me a pertencer a esta visão de sofrimento sem razão entendida
recuso-me a perder o brilho do meu olhar que já mal conheço,
apenas pelo sentir
recuso-me sentir
recuso-me ver
não ver e não sentir, no outro lado do vidro
segunda-feira, setembro 24, 2007
segunda-feira, setembro 17, 2007
incógnita existência
construir e construir para existir
existir sem ser
ser para não existir
existência para justificar a mera presença
presença que nem justificada explica a existência do óbvio
construir a presença nos que tendem a existir para nós
mas nem para isso quer dizer que existamos para eles
ou existo
ou talvez apenas finjo que existo para puder sentir a presença deles na minha mera vida
"deles", "delas"...as pessoas, os indíviduos
os que deambulam entre estes paus secos que plantei para não crescerem raízes
cortam a existência por onde cresce
crescem sem ver para onde, apenas seguindo o sol de modo egoísta
com a força de querer ser mais forte que todas as outras que encontra
asfixiando a existência de qualquer outra que apenas queira existir
quando a sua própria existência é asfixiada por esta procura constante de querer ser e crescer
começando apenas pela mera existência do sol que,
supostamente dá a vida a todos estes seres que da existência dos outros só sabem existir por existir
existir sem ser
ser para não existir
existência para justificar a mera presença
presença que nem justificada explica a existência do óbvio
construir a presença nos que tendem a existir para nós
mas nem para isso quer dizer que existamos para eles
ou existo
ou talvez apenas finjo que existo para puder sentir a presença deles na minha mera vida
"deles", "delas"...as pessoas, os indíviduos
os que deambulam entre estes paus secos que plantei para não crescerem raízes
cortam a existência por onde cresce
crescem sem ver para onde, apenas seguindo o sol de modo egoísta
com a força de querer ser mais forte que todas as outras que encontra
asfixiando a existência de qualquer outra que apenas queira existir
quando a sua própria existência é asfixiada por esta procura constante de querer ser e crescer
começando apenas pela mera existência do sol que,
supostamente dá a vida a todos estes seres que da existência dos outros só sabem existir por existir
quinta-feira, setembro 13, 2007
Há palavras que nos beijam como se tivessem boca,
palavras de amor, de esperança, d eimenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas quando a noite perde o rosto;
palavras que se recusam aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas entre palavras sem cor,
esperadas inesperadas
como a poesia ou o amor
O nome de quem se ama
letra a letra revelado,
no mármore distraído
no papel abandonado
Palavras que nos transportam aonde a noite é mais forte,
ao silêncio dos amantes contra a morte
Alexandre O'Neill
a ti e para mim, Luís
palavras de amor, de esperança, d eimenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas quando a noite perde o rosto;
palavras que se recusam aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas entre palavras sem cor,
esperadas inesperadas
como a poesia ou o amor
O nome de quem se ama
letra a letra revelado,
no mármore distraído
no papel abandonado
Palavras que nos transportam aonde a noite é mais forte,
ao silêncio dos amantes contra a morte
Alexandre O'Neill
a ti e para mim, Luís
sexta-feira, agosto 31, 2007
quarta-feira, agosto 15, 2007
turbilhao de luzes
Palavras que não conseguem descrevera imensidão de questões a que me ponho quando numa lente observo-te
pensamentos que me cruzam, iluminando e apagando
pensamentos que me cruzam, iluminando e apagando
sexta-feira, junho 29, 2007
egoismo social
combater a solidão é um acto de profundo egoismo
não querer estar sozinho, andar nas ruas mais cheias, ir para centros comerciais
namorar, casar, ter filhos tudo para que haja alguém sempre o mais perto possível.
até os animais domésticos existem apenas para satisfazer este capricho, esta necessidade humana...
se o ser humano tem a grande capacidade de reflectir sobre a sua própria existência e a dos outros também, porque não consegue viver apenas por si próprio incluido numa sociedade, composta por outros indivíduos, sem ter de ter um foco em particular para realmente sentir a sua própria existência?
é facto que todos sentem que apenas são importantes aquando uma importância muito particular dada por alguém que supostamente nos é especial, simplesmente pelo facto de significar que não se está sozinha.
não querer estar sozinho, andar nas ruas mais cheias, ir para centros comerciais
namorar, casar, ter filhos tudo para que haja alguém sempre o mais perto possível.
até os animais domésticos existem apenas para satisfazer este capricho, esta necessidade humana...
se o ser humano tem a grande capacidade de reflectir sobre a sua própria existência e a dos outros também, porque não consegue viver apenas por si próprio incluido numa sociedade, composta por outros indivíduos, sem ter de ter um foco em particular para realmente sentir a sua própria existência?
é facto que todos sentem que apenas são importantes aquando uma importância muito particular dada por alguém que supostamente nos é especial, simplesmente pelo facto de significar que não se está sozinha.
cegueira surda
olhei para o teu encanto e com ele fiquei para não o perder
e lá me perdi no teu encanto
costumava usar as palavras como folha de papel de rascunho
onde muito se quer por e nada se diz, agora nem as palavras dizem
são surdas e cegas
são ocas e vazias
pelo teu encanto gosto de perder-me mas o vazio deixa-me cega e surda
perdida algures
e lá me perdi no teu encanto
costumava usar as palavras como folha de papel de rascunho
onde muito se quer por e nada se diz, agora nem as palavras dizem
são surdas e cegas
são ocas e vazias
pelo teu encanto gosto de perder-me mas o vazio deixa-me cega e surda
perdida algures
tributo a quem já não respira
queria escrever algo bonito dedicado a quem muitas vezes penso mas não lhe posso dizer.
como se escreve para alguém que já não tem olho ou ouvidos para que possa ler ou ouvir estas palavras?
aqui na planície muita é a saudade dos tempos de amigos
como se escreve para alguém que já não tem olho ou ouvidos para que possa ler ou ouvir estas palavras?
aqui na planície muita é a saudade dos tempos de amigos
sexta-feira, maio 04, 2007
estrela de seixo
numa noite estrelada à beira de um ribeira numa pequena povoação
é atirado um seixo e observado o seu movimento enquanto se afunda
acompanhada por ondas de colisão que se dispersam no espaço
o seixo que agora deixa de existir, aponta para o céu uma estrela que brilha mais que as outras
uma estrela que parece ter uma única razão para existir
guiar na escuridão a solidão daqueles que parecem perdidos pelas sombras mal definidas
à beira desse riacho apenas o som permanece sobre o olhar
o seixo já não é visto.
permanece, agora, na massa líquida gelada que corre sem ter fim para lado nenhum
é atirado um seixo e observado o seu movimento enquanto se afunda
acompanhada por ondas de colisão que se dispersam no espaço
o seixo que agora deixa de existir, aponta para o céu uma estrela que brilha mais que as outras
uma estrela que parece ter uma única razão para existir
guiar na escuridão a solidão daqueles que parecem perdidos pelas sombras mal definidas
à beira desse riacho apenas o som permanece sobre o olhar
o seixo já não é visto.
permanece, agora, na massa líquida gelada que corre sem ter fim para lado nenhum
segunda-feira, abril 16, 2007
lugares
lugares que nos sugam, que nos transformam e nos fazem pensar
lugares que nos fazem ser o que não queremos ser e obrigam ver o que não queremos ver
lugares que condicionam o ar que respiramos, o reflexo que vemos e o chão qu pisamos
lugares não criados por nós....
lugares que nos fazem ser o que não queremos ser e obrigam ver o que não queremos ver
lugares que condicionam o ar que respiramos, o reflexo que vemos e o chão qu pisamos
lugares não criados por nós....
quarta-feira, abril 04, 2007
carências e dependências [cer/ser)
um dia em que o sol brilha de forma diferente.
um dos 365 dias é mais especial. torna especial aquele ser introspectivo que somos nós.
neste dia a alegria rebenta a escala, a euforia do centro da atenção do mundo, a depressão, a preocupação do envelhecimento da existência num mundo tão individual e solitário, de carências e dependências, de questões existenciais como foco da insegurança de ser ninguém para alguém.
um dia de dúvidas da evolução do ser de cada um e de um.
a doença neste dia é a acentuação da causa dos outros dias todos, concentração de pensamentos que são divagados durante horas.
frases que são o eco da noite, de insónias bem acompanhadas mas sem perspectiva de futuro...
a doença, o futuro...
construir, existir, respirar...
[cer/ser)
um dos 365 dias é mais especial. torna especial aquele ser introspectivo que somos nós.
neste dia a alegria rebenta a escala, a euforia do centro da atenção do mundo, a depressão, a preocupação do envelhecimento da existência num mundo tão individual e solitário, de carências e dependências, de questões existenciais como foco da insegurança de ser ninguém para alguém.
um dia de dúvidas da evolução do ser de cada um e de um.
a doença neste dia é a acentuação da causa dos outros dias todos, concentração de pensamentos que são divagados durante horas.
frases que são o eco da noite, de insónias bem acompanhadas mas sem perspectiva de futuro...
a doença, o futuro...
construir, existir, respirar...
[cer/ser)
terça-feira, março 27, 2007
domingo, janeiro 28, 2007
raio de sol contra a sombra do pavor
não me perco na minha identidade por querer ser apenas como tu
não deixo de ser quem sou, apenas quero ser melhor
puder dar-te o verde do mundo só porque é teu e tu não sabes
às vezes apenas mer perco na visão de não existir, por querer existir apenas em ti
vivo na ânsia de querer mostrar o lado iluminado do meu ser para que jamais conheças o negro
vivo numa torre com medo da sombra que faz na relva
género de princesa rapunzel apaixonada e à janela aquecida pelos raios de sol
não precisas de cavalo ou de ser cavaleiro, apenas o meu raio de sol
domingo, dezembro 17, 2006
livro de capa dura com introdução sumária
não entendo...
não entendo a órbita da terra e o que faz os dias passarem
não entendo porque é este o meu único refúgio quando quero falar de ti
não tendo essa tua visão de mim de um corpo susceptível a qualquer intervenção de excitação
lamento ter esta energia que me liga a tantos seres que passam na minha vida
às vezes lamento...devia ser só mais mecânica que emotiva
não tentar se a salvadora do mundo para que tudo seja mais que perfeito
o que não sabes...é que é só a capa de um livro que poucos conseguem ler
abro-te a introdução...tiras as tuas elacções e juízos sem realmente conhecer o interior
talvez seja melhor fechar o livro...
não querer dar-te o mundo quando só queres o que tu entendes que deves ter
eu só queria mostrar o mundo e como pode ser teu...
desculpa...a ficção toma conta do meu espírito, não vivo num mundo real
vivo naquela caixa de luz...
pensas tu...
não passo de um incondicional romance do séc.XVI
mais um livro de capa dura que fica na prateleira...
não entendo a órbita da terra e o que faz os dias passarem
não entendo porque é este o meu único refúgio quando quero falar de ti
não tendo essa tua visão de mim de um corpo susceptível a qualquer intervenção de excitação
lamento ter esta energia que me liga a tantos seres que passam na minha vida
às vezes lamento...devia ser só mais mecânica que emotiva
não tentar se a salvadora do mundo para que tudo seja mais que perfeito
o que não sabes...é que é só a capa de um livro que poucos conseguem ler
abro-te a introdução...tiras as tuas elacções e juízos sem realmente conhecer o interior
talvez seja melhor fechar o livro...
não querer dar-te o mundo quando só queres o que tu entendes que deves ter
eu só queria mostrar o mundo e como pode ser teu...
desculpa...a ficção toma conta do meu espírito, não vivo num mundo real
vivo naquela caixa de luz...
pensas tu...
não passo de um incondicional romance do séc.XVI
mais um livro de capa dura que fica na prateleira...
sexta-feira, dezembro 15, 2006
pedaços do céu de uma complementariedade impossível
| Ficou a faltar o teu sabor quente dos teus lábios quano tocam nos meus como se ganhasse vida quando os sinto, o teu toque e sentir o pulsar do sangue que passa de ti para mim como que o marcar a música que dançamos, o teu amor como que o perpetuar um momento único e só nosso num mundo feito à nossa medida. São valsas que nos unem num rodopio hilariante até perder a consciência, perder a consciência de quem somos e apenas entregarmo-nos à impulsividade deste rodopiar como se nunca quisessemos sair de uma profunda bebedeira. Ebriago-me em ti..já te disse, és o meu copo de vinho tinto. Na noite de maior folia em que juntamos os nossos amigos apenas fica a faltar a nossa complementariedade impossível neste mundo... * |
domingo, novembro 26, 2006
dois corpos
a continuação da desfragmentação
e pela minha fragilidade em reconhecer a minha existência
tanto admiro a tua
a grandiosidade e esplendor da segurança do teu ser
sinto-me pouco digna da tua presença e do teu sorriso para comigo
quero olhar-te de longe, ver essa magnitude e apreciá-la
sentir-me especial apenas por ver-te e saber que és assim
mas sinto-me pequena, insignificante
sei que isto é apenas a crise da minha existência neste mundo complexo de imagens fragmentadas
mas olho para ti e apenas queria sentir que te dava o mesmo
já sei que é a estima que tenho por mim
como se repara a estima?
terei de ser um peter pan que procura a sombra e volta a cose-la?
primeiro teria que encontrar a estima...
então olho para ti, para a segurança de cada movimento teu
nunca serei igual a ti...
também sei que cada pessoa é autêntica e deve ser apenas si própria...
mas se eu não existir não sou autêntica.
mas como sinto dor, é porque existo
então tenho de ir à procura do meu eu.
então olho para ti e vejo a tua magnitude
e assusto-me
apenas quero observar o teu ser
desculpa o peso que te dou
não te quero atribuir responsabilidades
apenas importância de aprendizagem e consciencialização
na construção do meu ser
esta nova armadilha de construção de identidade a partir do zero
esta armadilha que teima a criar-se eu a cair
talvez seja a utopia de existir para o bem maior dos outros
se este bem não existe, então eu também não existo
as utopias são algo inconcretizáveis que teimo em concretizar
talvez a teimosia defeituosa do meu ser
que por vezes aclamo como força e segurança de que preciso
não quero ser como tu
porque tu tens a tua autenticidade
apenas a admiro por não ter a minha
como uma criança observa outra enquanto come um gelado
e nunca antes ela ter comido.
talvez seja por nunca ter saído desta fase de criança
de estruturação do eu
ou apenas reflectir demasiado sobre esta estruturação
e deixar de ser eu porque penso demasiado em ser
ao invés de realmente só existir
serei eu...?
tanto admiro a tua
a grandiosidade e esplendor da segurança do teu ser
sinto-me pouco digna da tua presença e do teu sorriso para comigo
quero olhar-te de longe, ver essa magnitude e apreciá-la
sentir-me especial apenas por ver-te e saber que és assim
mas sinto-me pequena, insignificante
sei que isto é apenas a crise da minha existência neste mundo complexo de imagens fragmentadas
mas olho para ti e apenas queria sentir que te dava o mesmo
já sei que é a estima que tenho por mim
como se repara a estima?
terei de ser um peter pan que procura a sombra e volta a cose-la?
primeiro teria que encontrar a estima...
então olho para ti, para a segurança de cada movimento teu
nunca serei igual a ti...
também sei que cada pessoa é autêntica e deve ser apenas si própria...
mas se eu não existir não sou autêntica.
mas como sinto dor, é porque existo
então tenho de ir à procura do meu eu.
então olho para ti e vejo a tua magnitude
e assusto-me
apenas quero observar o teu ser
desculpa o peso que te dou
não te quero atribuir responsabilidades
apenas importância de aprendizagem e consciencialização
na construção do meu ser
esta nova armadilha de construção de identidade a partir do zero
esta armadilha que teima a criar-se eu a cair
talvez seja a utopia de existir para o bem maior dos outros
se este bem não existe, então eu também não existo
as utopias são algo inconcretizáveis que teimo em concretizar
talvez a teimosia defeituosa do meu ser
que por vezes aclamo como força e segurança de que preciso
não quero ser como tu
porque tu tens a tua autenticidade
apenas a admiro por não ter a minha
como uma criança observa outra enquanto come um gelado
e nunca antes ela ter comido.
talvez seja por nunca ter saído desta fase de criança
de estruturação do eu
ou apenas reflectir demasiado sobre esta estruturação
e deixar de ser eu porque penso demasiado em ser
ao invés de realmente só existir
serei eu...?
uma imagem desfragmentada pelos pedaços de um espelho partido
vi o reflexo no espelho e percebi a máscara que uso
o medo insustentável de não ser suficiente para os outros
mas porque não posso ser suficiente apenas para mim?
porquê não partir de mim para mim mas de mim par aos outros?
não tenho respostas
apenas o medo, o receio e ficar assustada de simplesmente a forma mais simples de existir
não justificar a minha presenaç na vida dos outros...
um despedício de tempo para os outros,
um peso, um fardo, a mais na vida dos outros...
Frustração de não ter valência próprio simplesmente porque parece não haver valor no que há
por mim
e tento convencer os outros que realemente não há
a resposta será dar valor às competências que se tem?
que competências?
preciso de tempo para encontrar estas respostas
e queria ter o meu espaço onde apenas estava eu e ninguém me conseguia ver
mas eu tinha a segurança de ver que os outros estavam bem
um espaço sem peso...
não consigo ver o meu reflexo
sinto que caí na mesma armadilha que em tempos consegui superar
tentar se alguém que não sou ou simplesmente deixar de ser qualquer coisa
tento existir...mas sinto que não existo
apenas porque eu não me vejo
sei que tenho de ganhar a confiança e a consciência que não é mau
não existe nem mau nem bem
apenas eu
o medo insustentável de não ser suficiente para os outros
mas porque não posso ser suficiente apenas para mim?
porquê não partir de mim para mim mas de mim par aos outros?
não tenho respostas
apenas o medo, o receio e ficar assustada de simplesmente a forma mais simples de existir
não justificar a minha presenaç na vida dos outros...
um despedício de tempo para os outros,
um peso, um fardo, a mais na vida dos outros...
Frustração de não ter valência próprio simplesmente porque parece não haver valor no que há
por mim
e tento convencer os outros que realemente não há
a resposta será dar valor às competências que se tem?
que competências?
preciso de tempo para encontrar estas respostas
e queria ter o meu espaço onde apenas estava eu e ninguém me conseguia ver
mas eu tinha a segurança de ver que os outros estavam bem
um espaço sem peso...
não consigo ver o meu reflexo
sinto que caí na mesma armadilha que em tempos consegui superar
tentar se alguém que não sou ou simplesmente deixar de ser qualquer coisa
tento existir...mas sinto que não existo
apenas porque eu não me vejo
sei que tenho de ganhar a confiança e a consciência que não é mau
não existe nem mau nem bem
apenas eu
sexta-feira, novembro 24, 2006
Rosa minha
| Se te dissesse o quanto sou feliz só por te ver talvez não acreditasses, talvez fosse preciso dar a volta ao mundo a gritar que gosto de ti e talvez nem ouvisses. Lembras-me a rosa do princepezinho! Tão linda e majestosa, mas com aqueles espinhos todos, foi preciso cativá-la e regá.la para mais tarde sentir o vazio possível quando ele já não estava lá. Será que não te rego o suficiente? ou substimas os meus gestos e pensamentos que te confesso? Talvez devesse conter mais esta alegria de te ter e amar-te menos, não sussurrar o quanto gosto de ti e apenas corresponder ao que recebo... Lamento não ser assim, ser uma porta aberta de manifestações e emoções (embora muitas contidas) apenas busco em mim a felicidade e transmitir-ta. Se ao menos pudesse cortar alguns dos teus espinhos... trocaria algumas palavras amargas por uma palavra de tolerância... Sim...abrir a mente e o coração... Condenas-me por defeitos meus, chego até duvidar do que exprimes sentir. Sei que me engano ao duvidar mas por vezes é mais forte a dor da amargura. Inspiro-me no princepezinho... também ele ficou triste pela rosa mas não deixou de gostar dela, aprendeu a gostar dela apesar dos espinhos... * |
segunda-feira, novembro 20, 2006
a cor é tua
| Dou-te as tintas para pintares o mundo tal como o vês escolhe a paleta e faz-te à estrada serei apenas o observador num museu da tua obra prima à espera que pintes o meu retrato das cores do teu coração és a cor de muitos és a cor de muitos dos meus dias cada um diferente cada um pintado por uma pincelada com o rigor e paixão que te caracteriza vejo essa cor no teu corpo nos teus olhos que observam os meus e nada mais há à volta só nós e a cor. bj* |
sexta-feira, novembro 17, 2006
quinta-feira, novembro 02, 2006
não somos quem parecemos ser
| pensava que o cadeado era forte e guardava o medo melhor que qualquer outro guardião uma porta secreta, talvez esquecida que apenas ganhava raízes de pouco uso e de repente corria naquela direcção com a certeza que ela não abriria e quase que ia caindo no precipício que se escondia por trás dela… recriei o monstro que em tempos me consumiu, não sei se ele está lá ou não não tenho coragem de abrir os olhos prefiro ficar aqui no canto, protegida pela falta de visão e apatia pelo exterior se não abrir os olhos, talvez ele não esteja mesmo lá… não tenho coragem para lutar com ele…porque ele sou eu como se mata um monstro que tem reflexo de alguém que apenas existe na mente dos melhores? |
quarta-feira, outubro 25, 2006
um eco que permanece na lembrança e no desejo
| e então percebo que as coisas simples são o que mais nos preenchem e como fica um vazio quando elas não estão presentes cada momento que passa, os sorrisos de outrora apenas são memórias que passam a velocidade relâmpago pela minha mente o toque de ontem provoca um desejo de repetir-se hoje mas é um eco apenas.. |
terça-feira, outubro 24, 2006
através da chuva observo cada pormenor teu
e se então não sentisse o vento que passa e não apreciasse o pôr-do-sol não me apaixonaria por ti várias vezes ao dia como tirar prazer do simples desabrochar da flor do canteiro da rua ou do cheirinho do pão acabado de cozer e simplesmente olhar e ver-te a viver a tua vida mundana é como ver a criança atravessar na passadeira com todo o cuidado observar cada pormenor do teu ser observo.te com prazer... |
e
terça-feira, outubro 03, 2006
textos em folhas soltas de um passado remoto
passa a brisa que aconchega
com os sons que traz de lá
traz a memória da tua presença
pelas melodias que tocaste
vejo-te, sim...estás tu com
aquele olhar vago de quem
apenas respira pelo que toca
até mesmo os anjos caem em terra
tu também...
trocas um sorriso, um olhar
e nele perco-me
agora queria olhar para ti e sentir
mas não
está tudo vazio
foi só por ser e nada mais
mas eu queria sentir
queria gostar de cheirar o teu cheiro
e sentir a tua pele
está escuro e vazio
porque nada sinto?
é suposto sentir? ou agora apenas és um murmúrio
de um grito de prazer agonizante
que se prolonga num espaço perpétuo.
morres em mim como um boquet de rosas vermelhas no dia do casamento...
tens medo de ser tu próprio
de voar e cair
tem de medo de parecer cobarde
de não teres força para caminhar
mas esquce-te que a coragem
tem aquele que reconhece a fraqueza
que vê o reflexo sem arrogância
ou com desprezo
apenas vê o que és realmente
mas até isso vês como fraqueza
seres o que és realmente
então és fraco?
não precisas de medir forças
não precisas de esconder sentimentos
só para não sofrer
apenas sê tu
sem queres mostrar ser outro
beijo a ti...
07.02.06
com os sons que traz de lá
traz a memória da tua presença
pelas melodias que tocaste
vejo-te, sim...estás tu com
aquele olhar vago de quem
apenas respira pelo que toca
até mesmo os anjos caem em terra
tu também...
trocas um sorriso, um olhar
e nele perco-me
agora queria olhar para ti e sentir
mas não
está tudo vazio
foi só por ser e nada mais
mas eu queria sentir
queria gostar de cheirar o teu cheiro
e sentir a tua pele
está escuro e vazio
porque nada sinto?
é suposto sentir? ou agora apenas és um murmúrio
de um grito de prazer agonizante
que se prolonga num espaço perpétuo.
morres em mim como um boquet de rosas vermelhas no dia do casamento...
tens medo de ser tu próprio
de voar e cair
tem de medo de parecer cobarde
de não teres força para caminhar
mas esquce-te que a coragem
tem aquele que reconhece a fraqueza
que vê o reflexo sem arrogância
ou com desprezo
apenas vê o que és realmente
mas até isso vês como fraqueza
seres o que és realmente
então és fraco?
não precisas de medir forças
não precisas de esconder sentimentos
só para não sofrer
apenas sê tu
sem queres mostrar ser outro
beijo a ti...
07.02.06
razão da existência de revestimento em nada concreto
mãos...
pés..
pernas...
braços...
pescoço...
cabeça...
seios...
barriga...
olhos...
boca...
ouvidos...
nariz...
lábios.............
uma cápsula, um corpo
vazio por dentro?
ou contém uma essência?
uma sabedoria ou conhecimento próprio que o destingue dos outro?
será apenas um invólucro?
um embrulho de uma prenda que ninguém quer receber por não ter qualquer valor?
cala-te não digas o que não sabes!!
cala-te porque ainda não sabes nada de nada!!
cala-te porque não deves falar do que não sabes!!
cala-te...
apenas um invólucro de uma voz surda e de um pensamento sobre nada
porque apenas o digo só por dizer sem saber porque o digo
porque não o digo com sentimento ou sentido do já vivido
porque sou apenas mais uma numa pilha de mentes inconscientes e de senso comum
apenas movida por uma ambição de ser o que não sou
afinal sou o quê?
apenas um invólucro? uma cápsula de revestimento de um vazio?
não sou...
pés..
pernas...
braços...
pescoço...
cabeça...
seios...
barriga...
olhos...
boca...
ouvidos...
nariz...
lábios.............
uma cápsula, um corpo
vazio por dentro?
ou contém uma essência?
uma sabedoria ou conhecimento próprio que o destingue dos outro?
será apenas um invólucro?
um embrulho de uma prenda que ninguém quer receber por não ter qualquer valor?
cala-te não digas o que não sabes!!
cala-te porque ainda não sabes nada de nada!!
cala-te porque não deves falar do que não sabes!!
cala-te...
apenas um invólucro de uma voz surda e de um pensamento sobre nada
porque apenas o digo só por dizer sem saber porque o digo
porque não o digo com sentimento ou sentido do já vivido
porque sou apenas mais uma numa pilha de mentes inconscientes e de senso comum
apenas movida por uma ambição de ser o que não sou
afinal sou o quê?
apenas um invólucro? uma cápsula de revestimento de um vazio?
não sou...
quarta-feira, setembro 27, 2006
náuseas
sigo apenas as linhas tortas que traço com um lápis gasto
como que um gesto sem sentido apenas seguindo a textura rugosa do papel
o corpo é pesado e moribundo
com cheiros nauseabundos e formas deformadas por uma realidade cruel
como que um gesto sem sentido apenas seguindo a textura rugosa do papel
o corpo é pesado e moribundo
com cheiros nauseabundos e formas deformadas por uma realidade cruel
o olhar fixa o horizonte e perde-se na imensidão do vazio...
| um mundo corre e não para eu não páro com ele as pessoas passam e tocam mas eu mal as sinto elas dão e eu mal recebo antes que o sol não nascesse e não tivesse de andar sem saber para onde ir ver reflexos de emoções e sentimentos em algo que pode nem existir grito mas não sai nada ninguém ouve só eu sinto o soluço que sufoca as lágrimas que não saem os gritos que não são libertados o olhar fixa o horizonte e perde-se na imensidão do vazio... |
segunda-feira, setembro 18, 2006
existir eis a questão...
até podia gritar que ninguém ouviria
porque o mundo roda mas não para mim
eu faço rodar para os outros porque assim sou feliz
uma mera espectadora na vida dos outros
espectadora que atrapalha como uma pedra no curso do rio
que podia ser um simples seixo ou um grão de areia parte de um todo
mas esses não atrapalham...
apenas existem...
ser apenas uma gota de carinho e uma fonte de quente para alguém que sente frio
ser apenas apenas mais um corpo no meio de muitos que apenas quer sentir
e fazer sentir outros mil corpos sensações
ser uma estrela num céu estralado de uma noite de verão
brilhar para amantes que despreocupados se entregam
brilhar para alguém...
porque o mundo roda mas não para mim
eu faço rodar para os outros porque assim sou feliz
uma mera espectadora na vida dos outros
espectadora que atrapalha como uma pedra no curso do rio
que podia ser um simples seixo ou um grão de areia parte de um todo
mas esses não atrapalham...
apenas existem...
ser apenas uma gota de carinho e uma fonte de quente para alguém que sente frio
ser apenas apenas mais um corpo no meio de muitos que apenas quer sentir
e fazer sentir outros mil corpos sensações
ser uma estrela num céu estralado de uma noite de verão
brilhar para amantes que despreocupados se entregam
brilhar para alguém...
segunda-feira, agosto 21, 2006
profundo quanto um olhar

basta um olhar para cativar
para fazer um mundo prar e questionar religiões
o sangue correr mais rápido, a respiração mais sôfrega
saber que as cegonhas voam para Àfrica e que as orcas caçam atuns
escalar montanhas e viajar para terras estranhas
dar um mergulho profundo sem medo de não voltar à tona...
respira fundo...
olha...
quinta-feira, agosto 17, 2006
um faz parte de um todo

e então a vida é tão simples que nem damos por ela
pouco conseguimos desfrutar do que ela realmente nos dá
passamos ao lado do que faz o mundo ser tão único
quantos são os que param para ver uma borboleta voar?
ou uma flor a desabrochar?
quantos já conseguiram ver a cigarra do barulho irritante?
ou o morcego a caçar na luz do candeeiro?
somos assim tão egoístas que apenas vivemos com a presença de nós próprios enquanto raça e de cada um individualmente?? que não conseguimos ver o que realmente nos rodeia e convive connosco...
natureza fragilmente humana
terça-feira, agosto 08, 2006
a shooting star
it's like a cadent star
that we can only see it for a seconds
but it leads the wish
Without knowing if that star will shine ever again
a star that make you smile every dark nights,
that make you look up to the sky every night so you could see it
if that star passes again
the brightness of that star is the brightness of your eyes when you look at me.
kiss*
that we can only see it for a seconds
but it leads the wish
Without knowing if that star will shine ever again
a star that make you smile every dark nights,
that make you look up to the sky every night so you could see it
if that star passes again
the brightness of that star is the brightness of your eyes when you look at me.
kiss*
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